No dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Então, nada melhor do que falarmos sobre este tema necessário: o empreendedorismo feminino.
Neste conteúdo, não pretendemos romantizar o lado empreendedor das mulheres – que, por meio de muita luta, têm conseguido ter acesso aos locais de trabalho, seja como colaboradoras, como líderes ou criando seus próprios negócios.
O fato é que ainda há muito o que se discutir e se praticar. Estamos falando de mulheres – algumas delas mães e provedoras de suas famílias – que cumprem longas jornadas de trabalho, dentro e fora de casa. É uma realidade presente no Brasil e um verdadeiro desafio, não apenas para as mulheres, mas para toda a sociedade.
Por isso, vamos conversar sobre este tema? No final, temos um convite especial para você, mulher!
O que se realmente comemora no dia 8 de março?
Antes de falarmos sobre o empreendedorismo feminino, é importante relembrarmos os motivos reais pelos quais se comemora o Dia Internacional da Mulher.
O dia 8 de março é um dia para homenagear as mulheres, é claro. Força, coragem, determinação, sensibilidade e tantas outras características tornam o sexo feminino especial.
No entanto, essa data também foi criada para relembrar as lutas econômicas, sociais e políticas enfrentadas pelas mulheres.
A data ficou especialmente marcada por uma série de eventos no início do século XX, sendo dois principais:
- Um incêndio na fábrica de roupas Triangle Shirtwaist, em Nova York, em 25 de março de 1911: tragédia que vitimou 23 homens e 123 mulheres, além de ter revelado suas condições precárias de trabalho na época;
- Um protesto feminino conhecido como “Pão e Paz”: no dia 8 de março de 1917, centenas de mulheres marcharam pelas ruas da Rússia, pedindo por comida, melhores condições de saúde e a saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial.
O Dia Internacional da Mulher foi uma data comemorativa oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1977.
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Os dados sobre empreendedorismo feminino no Brasil
Voltando aos nossos dias, podemos dizer que hoje as mulheres estão conquistando seus lugares no empreendedorismo.
Vamos divulgar os dados do Global Entrepreneurship Monitor 2020 (GEM) em parceria com o Sebrae. Eles nos ajudam a entender a complexidade dos desafios do empreendedorismo feminino.
Do total de novas empresas criadas em 2020 no Brasil, 55,5% foram abertas por mulheres – um aumento na taxa comparado a 2019.
Porém, eis um dado preocupante apontado pela pesquisa: a quantidade de empresas abertas por mulheres e que não conseguiram se estabelecer no mercado – fechando as portas – aumentou, mostrando que:
- 62% das empresas já estabelecidas no mercado fecharam as portas em 2020;
- 37% dos novos empreendimentos liderados por mulheres também não conseguiram sobreviver aos primeiros 3,5 anos de operação.
O que está por trás desses números? Embora a pesquisa não tenha se aprofundado nessas causas, podemos investigá-las e entender os desafios do empreendedorismo feminino.
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O empreendedorismo feminino e a necessidade de se discutir os desafios
Outra pesquisa de 2019 divulgada pelo Sebrae no mesmo artigo também ressaltou todas as características das mulheres à frente de negócios:
- Elas se capacitam mais: 69% das mulheres empreendedoras têm ensino superior ou mais e 45% já realizaram cursos de capacitação em empreendedorismo.
- Elas são mais inovadoras, resilientes e adaptáveis: 68% das mulheres disseram ser capazes de se adaptar às mudanças depois da pandemia.
Mas o que está por trás desses números? As motivações para empreender.
Os mesmos dados do Sebrae concluíram que uma das principais razões do empreendedorismo feminino é a possibilidade de ter um horário mais flexível de trabalho – e o motivo é simples: passar mais tempo com a família, equilibrando-se nas demais tarefas.
Por isso, mais do que empreender por vocação – o que também podemos encontrar facilmente nas mulheres –, muitas vezes é a necessidade que faz com que elas abram seus negócios:
- necessidade de ficar mais tempo com a família;
- de se dedicar às demais tarefas;
- de ganhar mais dinheiro e, assim, poder construir seu patrimônio;
- necessidade de sustentar integralmente ou parcialmente a família.
É justamente esse o ponto de partida para todas as discussões envolvendo o empreendedorismo feminino.
No dia 8 de março e em todos os demais dias, como podemos aliviar a carga das mulheres? Leis, políticas públicas, políticas internas dentro das empresas…A todos cabe essa discussão.
Convite especial: vem aí o 2º Encontro de Empreendedorismo Feminino da Farofa
A Farofa é uma empresa que quer fazer parte da construção de um empreendedorismo feminino do jeito que tem que ser: que as mulheres tenham sucesso profissional e consigam se sentir realizadas em todas as demais áreas da vida.
Por isso, temos um convite especial: no dia 24 de março de 2023, realizaremos a segunda edição do Encontro de Empreendedorismo Feminino. Ano passado foi um sucesso e reuniu mais de 40 mulheres – e neste ano, queremos trazer mais novidades e assuntos interessantes.
“O principal objetivo desse encontro é o networking entre as mulheres, o fortalecimento dessa comunidade de mulheres – porque nós somos uma comunidade muito forte, embora muitas ainda não tenham percebido. Nós podemos nos ajudar, pois temos problemas em comum a serem enfrentados. Queremos conhecer o negócio umas das outras, consumir conteúdos e, com isso, empoderar as empreendedoras da região”, explicou Idiane Gioti Duarte, sócia da Farofa e Consultora de Empreendedorismo e Novos Negócios, Finanças e Planejamento.
Vamos participar? Para mais informações, acesse a nossa página do Instagram.

