Hoje vamos falar sobre um assunto que precisa ser prioritário em todas as empresas: a estafa mental – sendo que, no ambiente de trabalho, ela passa a se chamar Burnout, uma síndrome que provoca, entre outros sintomas, o esgotamento mental em colaboradores, líderes e gestores. 

Segundo dados divulgados em 2023 pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com Burnout. 

30% é muito. Uma empresa de 100 funcionários com 30 deles sofrendo de estafa mental e outros sintomas certamente são um alerta. 

Por isso, precisamos falar sobre a estafa mental – e mais do que isso: a Farofa vai lançar um movimento para, literalmente, ajudar a levantar o cartão amarelo nas empresas.

Confira!

O que é estafa mental?

A estafa mental, também conhecida como fadiga mental ou exaustão mental, refere-se a um estado de esgotamento psicológico e cognitivo resultante do excesso de demandas mentais, estresse prolongado ou sobrecarga de trabalho intelectual. 

Caracteriza-se por sintomas como dificuldade de concentração, falta de motivação, irritabilidade, sensação de esgotamento emocional e redução da capacidade de tomar decisões. 

Já deu para perceber que esses sintomas, infelizmente, são comuns de serem vistos e até vividos, não é mesmo? A estafa mental pode ser causada por longas jornadas de trabalho, pressão constante, problemas pessoais, falta de sono adequado e falta de equilíbrio entre atividades exigentes e momentos de descanso. 

Qual a diferença entre burnout e estafa mental?

Burnout e estafa mental são conceitos relacionados, mas possuem alguns detalhes diferentes. 

Burnout é um tipo específico de estafa mental associado ao ambiente de trabalho. Ele envolve um esgotamento profundo e crônico causado por estresse laboral prolongado, caracterizado por exaustão emocional e diminuição da realização pessoal. 

Já a estafa mental, por outro lado, é um termo mais amplo que se refere ao esgotamento psicológico, em geral, não necessariamente relacionado ao trabalho. Engloba a exaustão cognitiva e emocional resultante de diversas fontes de estresse, podendo incluir problemas pessoais, estímulos excessivos e sobrecarga mental.

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Quais são os sintomas da estafa mental?

A estafa mental envolve uma série de sintomas emocionais, cognitivos e comportamentais, afetando toda a vida da pessoa.

Os principais são:

  • Falta de concentração: dificuldade em focar a atenção e manter o raciocínio claro.
  • Cansaço persistente: sensação constante de exaustão física e mental, mesmo após descanso adequado.
  • Irritabilidade: tornar-se facilmente frustrado, impaciente ou emocionalmente reativo.
  • Desmotivação: perda de interesse nas atividades que antes eram prazerosas e gratificantes.
  • Dificuldade de tomada de decisão: a incapacidade de fazer escolhas e decisões simples devido à sobrecarga mental.
  • Sintomas físicos: dores de cabeça frequentes, tensão muscular, distúrbios de sono, problemas gastrointestinais, etc.
  • Isolamento social: retração de interações sociais e isolamento de amigos e familiares.
  • Redução do desempenho: queda na produtividade, erros frequentes e dificuldade em concluir tarefas.
  • Alterações emocionais: variações de humor, ansiedade, tristeza e sensação de sobrecarga emocional.
  • Baixa autoestima: sentimentos de inadequação e autocrítica elevada.

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O que fazer ao perceber os sintomas de estafa mental?

Uma coisa é certa: estafa mental ou burnout não são frescuras. Não são “desculpas inventadas” para se ausentar do trabalho e curtir um descanso.  

É muito importante, antes de tudo, eliminarmos todos os mitos e estigmas que envolvem a saúde mental, pois existem doenças totalmente ligadas a elas, cujos sintomas se expandem para o corpo, sendo sinais claros de que algo precisa ser feito. 

Quem sofre de estafa mental, sofre

Por isso, ao perceber os sintomas da estafa mental, é importante adotar medidas para cuidar da sua saúde e bem-estar. 

Ajustar o sono, a rotina, a alimentação e o autocuidado são fundamentais. E também é importante se consultar com um profissional de saúde mental – um psicólogo ou psiquiatra de confiança. 

Outra dica fundamental: entender que você não está sozinho. Por isso, a busca por apoio social é muito importante para interagir, compartilhar experiências e ter o apoio de outras pessoas. 

Mas e quando a empresa é a causa da estafa mental?  

Se o motivo da estafa mental é o ambiente empresarial, algo precisa ser feito – a começar pela liderança, que deve colocar em prática um plano de ação específico.

Eis o que pode ser feito:

1. Sinalizar disponibilidade para conversar com a equipe e priorizar agendas

É fundamental que os líderes sinalizem claramente suas disponibilidades para conversar com a equipe. Isso significa não apenas estar acessível, mas também dedicar tempo para ouvir as preocupações, ideias e sugestões dos membros da equipe.

Além disso, é importante priorizar agendas de forma estratégica. Ou seja, certificar-se de que as reuniões sejam bem organizadas, com objetivos claros e pautas relevantes, além de evitar sobrecarregar a equipe com um excesso de reuniões, dando espaço para que eles possam focar em suas tarefas principais. 

2. Estimular o convívio social e hábitos saudáveis

Os líderes podem incentivar a interação entre os membros da equipe, não apenas no contexto profissional, mas também em momentos informais. Organizar atividades sociais ou pausas para conversas descontraídas pode fortalecer os laços entre colegas e aliviar o estresse.

Além disso, a empresa precisa promover a importância de hábitos saudáveis – como pausas regulares, alimentação balanceada e atividade física. É preciso mostrar que a empresa valoriza o bem-estar integral dos colaboradores

3. Questionar sobre comportamentos ou entregas, oferecendo apoio

Os líderes precisam estar atentos aos comportamentos dos membros da equipe, como mudanças repentinas de humor, irritabilidade excessiva ou isolamento. Se perceber algum desses sinais, é preciso abordar a situação de maneira sensível e empática.

Além disso, ao questionar sobre comportamentos ou entregas, é preciso adotar uma abordagem de apoio, não punitiva, oferecendo um espaço seguro para que os colaboradores expressem suas dificuldades e preocupações. 

4. Recomendar acompanhamento em situações de vulnerabilidade

Nenhum líder pode substituir um profissional de saúde mental qualificado, mas a empresa pode desempenhar um papel importante ao recomendar o acompanhamento adequado. 

Se perceber que um membro da equipe está passando por uma situação de vulnerabilidade que pode estar afetando sua saúde mental, a liderança pode sugerir que se busque apoio profissional.

Além disso, é interessante disponibilizar recursos internos ou externos, como programas de assistência ao empregado ou profissionais de saúde mental indicados, além de parcerias estratégicas com profissionais de saúde. Isso garante que eles saibam que a empresa está comprometida em apoiá-los em seu bem-estar geral.

Cartão Amarelo: uma iniciativa da Farofa pelo bem-estar no ambiente de trabalho

Enquanto líder, será que você está priorizando a saúde mental dos seus colaboradores?

Promover um ambiente de bem-estar emocional e ações de autocuidado junto ao time é muito positivo para melhorar o clima organizacional e claro, as entregas que o seu negócio precisa fazer.

Pensar em saúde mental ainda é um tema novo para as empresas. Por isso, a Farofa criou o Cartão Amarelo em parceria com Sirlene Gonçalves, psicóloga e parceira da Farofa. 

A ideia é trabalhar junto às lideranças alguns pilares de reflexão e relações nos negócios. Serão encontros presenciais para entender como andam as pautas de saúde mental junto às organizações.

A partir de cada conversa, um diagnóstico será feito. E assim iremos apresentar um relatório com soluções para os problemas levantados.

Queremos levantar o Cartão Amarelo para que a saúde mental tenha relevância no seu negócio.

Quer entender mais sobre este novo projeto? Chame a Farofa para uma conversa!