Quando o empreendedorismo feminino vira história de coragem, propósito e futuro

No dia 12 de novembro de 2025, a Microempa realizou a cerimônia do 8º Prêmio Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa idealizada pelo Núcleo Setorial de Empreendedoras para valorizar mulheres que ocupam espaços de liderança, inovam em seus mercados e inspiram outras a seguir o mesmo caminho.

A edição teve como tema “Mulheres que Inspiram” e reuniu empresárias, lideranças e comunidade em uma noite de reconhecimento e conexão no Espaço Nobre, em Caxias do Sul (RS). A cerimônia foi conduzida pela jornalista e vereadora Marisol Santos, reforçando o protagonismo feminino também na condução de espaços públicos e simbólicos.

Para a Farofa, que esteve mais uma vez como patrocinadora do prêmio e responsável, junto com as parceiras Rabiscos Marketing e Alcateia Produtora, pela cobertura audiovisual oficial do evento, essa premiação não é apenas uma ação pontual de visibilidade: é um compromisso com a construção de um ecossistema em que mulheres possam ser vistas, ouvidas e reconhecidas pelo impacto real que geram.

Duas histórias, muitos significados

As vencedoras dessa edição representam trajetórias muito diferentes – e, justamente por isso, complementares.

  • Evanice Cristiane Hollas, da Mecânica Passioner, levou o Voto Popular, com 28.814 votos entre as 50 candidatas e mais de 88 mil votações registradas. Educadora de formação, ela não planejou empreender no segmento automotivo: após a morte do marido, precisou assumir o negócio da família e, com apoio de clientes, amigos e familiares, transformou luto em coragem e protagonismo. “Desistir nunca foi uma opção”, resumiu ao receber o prêmio. com.br+1
  • Andréia Maria Ferreira, da Aréola Flower, foi a vencedora pelo Júri Técnico. Sua empresa atua na profissionalização em micropigmentação, com um trabalho profundamente sensível: a reconstrução da aréola mamária por meio da pigmentação, especialmente para mulheres que passaram por mastectomia em tratamentos oncológicos. Andréia identificou um nicho pouco explorado, desenvolveu metodologia própria e construiu um negócio onde técnica, respeito e acolhimento caminham juntos. Para ela, o prêmio é a prova de que “quando a gente sabe onde quer chegar e tem coragem para enfrentar o que vem pela frente, ninguém pode nos segurar”.

Essas duas histórias sintetizam o espírito do Prêmio: coragem em meio ao imprevisto, propósito claro e disposição para transformar dor em ação, técnica em cuidado, negócio em impacto.

Por que esse prêmio importa para o ecossistema empreendedor?

Iniciativas como o Prêmio Empreendedorismo Feminino da Microempa cumprem um papel que vai além do palco:

  • Dão visibilidade a negócios liderados por mulheres em setores muitas vezes marcados por desigualdade de gênero (como a mecânica);
  • Reconhecem modelos de negócio que geram impacto social, como o trabalho da Aréola Flower com mulheres em tratamento oncológico;
  • Estimulan conexões entre empreendedoras, entidades e patrocinadores, criando uma rede de apoio, referência e colaboração.

Na abertura do evento, o presidente da Microempa, Tiago Fernando de Azevedo, reforçou que o Núcleo de Empreendedoras é formado por mulheres que sabem ser “dignas de lugares de poder” na sociedade, e que a entidade se orgulha da premiação como espaço de inspiração para muitas outras trajetórias.

Ao lado disso, o Júri Técnico — integrado por profissionais como Bartira Merlin, Bruno Bazanela da Farofa, Céliz Gonzatto, Flora Júlia Magnabosco, Lisete Alberici Oselame, Maristela Tomasi Chiappin e Thuany Thomé — reforça o olhar cuidadoso e criterioso na escolha das histórias que melhor representam o espírito do prêmio.

O olhar da Farofa: registrar, apoiar e amplificar essas narrativas

Estar como patrocinadora e parceira na cobertura audiovisual do 8º Prêmio Empreendedorismo Feminino, junto com Rabiscos Marketing e Alcateia Produtora, é, para a Farofa, uma forma de atuar em três frentes ao mesmo tempo:

  1. Fortalecer o associativismo – apoiando uma iniciativa construída dentro do Núcleo de Empreendedoras da Microempa, que há anos organiza, mobiliza e inspira mulheres em diferentes setores.
  2. Dar visibilidade qualificada às histórias – registrar em foto e vídeo as falas, emoções e bastidores da premiação, para que essas narrativas circulem, inspirem e cheguem a mais pessoas.
  3. Reafirmar, na prática, o compromisso com a cultura organizacional e o desenvolvimento humano – porque falar de empreendedorismo feminino também é falar de cultura, pertencimento, saúde emocional e redes de apoio.

Quando uma mulher sobe ao palco para contar que “desistir nunca foi opção” ou que encontrou um jeito de transformar seu conhecimento em cuidado para outras mulheres, todo o ecossistema cresce junto: entidades, empresas, clientes, famílias e futuras empreendedoras que se veem refletidas ali.

Mulheres que inspiram, negócios que transformam

O 8º Prêmio Empreendedorismo Feminino mostra que o desenvolvimento econômico da região passa, inevitavelmente, pela valorização das mulheres que empreendem — seja na oficina mecânica, seja na sala de micropigmentação, seja em qualquer outro espaço que elas decidam ocupar.

Para a Farofa, apoiar e registrar esse movimento não é apenas patrocinar um evento: é escolher, todos os anos, estar ao lado de quem transforma a própria história e abre caminho para muitas outras.