Líderes despreparados custam caro. E o problema pode começar muito antes da promoção.

Há anos, as empresas falam sobre a dificuldade de encontrar líderes preparados. Investem em processos seletivos, promovem profissionais que se destacam tecnicamente e esperam que, de uma hora para outra, essas pessoas saibam conduzir equipes, resolver conflitos, engajar colaboradores e entregar resultados.

Mas será que estamos fazendo as perguntas certas na hora de escolher quem vai liderar?

Afinal, um excelente profissional não se torna, automaticamente, um excelente líder. E quando essa diferença é ignorada, o impacto pode aparecer na motivação das equipes, no clima organizacional, na produtividade e, principalmente, na permanência dos talentos dentro da empresa.

O problema não é novo. Por que continuamos falando sobre líderes despreparados?

Nos últimos dez anos, o despreparo das lideranças tem sido um tema recorrente nas discussões sobre gestão de pessoas. Mesmo assim, muitas organizações continuam promovendo profissionais sem oferecer a preparação necessária para os novos desafios.

Em alguns casos, a promoção acontece porque alguém entrega bons resultados individuais. Em outros, porque está há mais tempo na empresa ou porque parece ser a escolha mais natural para ocupar uma posição de gestão.

O problema é que liderar exige competências diferentes daquelas necessárias para executar uma atividade com excelência.

Um profissional pode dominar processos, conhecer profundamente o negócio e superar metas, mas ainda precisar desenvolver habilidades de comunicação, escuta, tomada de decisão, gestão de conflitos e desenvolvimento de pessoas.

Quando a empresa não considera essas diferenças, corre o risco de colocar alguém em uma posição para a qual ainda não está preparado — e deixar essa pessoa descobrir sozinha como liderar.

A pergunta, portanto, não é apenas quem merece ser promovido, mas quem está preparado para assumir a responsabilidade de influenciar outras pessoas.

Quanto custa para uma empresa ter uma liderança despreparada?

Os efeitos de uma liderança despreparada nem sempre aparecem imediatamente nos indicadores financeiros. Muitas vezes, começam de forma silenciosa: uma equipe que deixa de compartilhar ideias, profissionais que perdem a motivação, conflitos que não são resolvidos e colaboradores que passam a procurar oportunidades em outros lugares.

Segundo a Gallup, a relação entre gestores e equipes tem influência significativa no engajamento dos colaboradores. A organização também destaca que os gestores têm papel central na experiência de trabalho e no desempenho das equipes.

Isso ajuda a compreender por que a liderança não pode ser tratada como uma questão individual. O comportamento de quem lidera influencia diretamente a forma como as pessoas trabalham, se relacionam e percebem a organização.

Entre os impactos que merecem atenção, estão:

  1. Perda de talentos

Quando os colaboradores não encontram espaço para dialogar, desenvolver suas competências ou receber orientações claras, a permanência na empresa pode perder o sentido. Em vez de buscar uma solução internamente, muitos profissionais passam a considerar o desligamento.

  1. Queda no engajamento e na produtividade

Equipes que não compreendem prioridades, não recebem direcionamento ou convivem com uma comunicação pouco eficiente podem ter dificuldades para transformar esforço em resultados. A falta de clareza também aumenta retrabalhos e desgastes desnecessários.

  1. Conflitos que comprometem o ambiente de trabalho

Um líder despreparado pode evitar conversas difíceis, centralizar decisões ou lidar com divergências de maneira inadequada. Com o tempo, pequenos problemas se acumulam e afetam a confiança entre as pessoas.

  1. Dificuldade para alcançar os objetivos do negócio

A estratégia pode estar bem definida, mas são as pessoas que precisam colocá-la em prática. Se a liderança não consegue conectar objetivos, responsabilidades e desenvolvimento da equipe, a execução perde força.

No fim, a empresa não perde apenas em clima organizacional. Ela também pode perder conhecimento, tempo, produtividade e capacidade de crescimento.

Você está promovendo bons profissionais ou preparando bons líderes?

Essa é uma reflexão importante para quem toma decisões sobre gestão de pessoas.

Promover alguém não deveria ser apenas uma forma de reconhecer resultados anteriores. Deveria representar também uma avaliação sobre as competências necessárias para assumir novas responsabilidades.

Isso não significa que um profissional precise estar completamente preparado antes de receber uma oportunidade. A liderança também se aprende na prática. O ponto central é entender quais competências já existem, quais precisam ser desenvolvidas e que suporte será oferecido durante essa transição.

Para isso, as empresas precisam olhar para três aspectos:

Critérios de promoção: quais competências são realmente necessárias para liderar pessoas? A decisão considera apenas o desempenho técnico ou também a capacidade de comunicação, colaboração e desenvolvimento de equipes?

Preparação para o cargo: o profissional terá acesso a capacitações, ferramentas e experiências que o ajudem a compreender seu novo papel?

Acompanhamento contínuo: depois da promoção, alguém acompanha seus desafios, oferece feedback e ajuda a transformar dificuldades em oportunidades de desenvolvimento?

Sem essas etapas, a organização corre o risco de repetir o mesmo ciclo: promove um profissional, identifica dificuldades, espera que ele aprenda sozinho e só procura ajuda quando os problemas já afetam a equipe.

Líder não é apenas quem cobra resultados. É quem influencia pessoas.

Uma das principais mudanças necessárias é compreender que a liderança vai muito além da distribuição de tarefas e do acompanhamento de metas.

Liderar é influenciar comportamentos, construir relações de confiança, criar condições para que as pessoas desenvolvam seu potencial e conectar o trabalho cotidiano aos objetivos da organização.

Isso exige autoconhecimento, capacidade de escuta, comunicação clara, responsabilidade e disposição para aprender continuamente.

Também exige reconhecer que não existe uma fórmula única para todas as organizações. Os desafios de uma empresa em expansão são diferentes daqueles enfrentados por uma organização que está passando por uma transformação cultural ou lidando com dificuldades de comunicação entre equipes.

Por isso, o desenvolvimento de lideranças precisa considerar o contexto do negócio, as necessidades dos profissionais e os resultados que a empresa deseja alcançar.

Mais do que oferecer uma palestra pontual, é necessário construir um processo que ajude os gestores a reconhecer seus desafios, experimentar novas práticas e aplicar o aprendizado no dia a dia.

Como preparar suas lideranças para os desafios do negócio?

Desenvolver gestores não é uma ação isolada do RH. É uma decisão estratégica que precisa estar conectada aos objetivos da organização.

Na Farofa, acreditamos que esse processo começa com a compreensão da realidade de cada empresa. Antes de definir conteúdos ou atividades, é importante identificar as necessidades das lideranças, os desafios das equipes e as competências que precisam ser fortalecidas.

A partir desse diagnóstico, estruturamos soluções de desenvolvimento alinhadas ao contexto e aos objetivos do negócio, que podem incluir:

  • Programas de desenvolvimento de lideranças: para fortalecer competências de gestão, comunicação, tomada de decisão e desenvolvimento de pessoas.
  • Workshops e capacitações: para trabalhar desafios concretos da organização, promover trocas e construir ferramentas que possam ser aplicadas na rotina.
  • Acompanhamento das lideranças: para apoiar a aplicação dos aprendizados, refletir sobre situações reais e desenvolver novas formas de conduzir equipes.

O objetivo não é apenas preparar alguém para ocupar um cargo, mas desenvolver líderes capazes de mobilizar pessoas, enfrentar desafios e contribuir para os resultados da empresa.

Afinal, não adianta cobrar mais autonomia, engajamento e responsabilidade das equipes se quem deveria estimular essas competências não recebe a preparação necessária para isso.

Sua empresa está preparada para desenvolver quem conduz o negócio?

Se o assunto liderança despreparada continua aparecendo nas reuniões, nas avaliações de desempenho e nas conversas sobre turnover, talvez seja hora de ir além da identificação do problema.

O primeiro passo é entender o que está acontecendo: como as lideranças são escolhidas, quais dificuldades enfrentam e de que maneira seus comportamentos impactam as equipes e os resultados.

A partir dessa compreensão, é possível construir um plano de desenvolvimento que faça sentido para a realidade da organização e prepare os gestores para os desafios que estão por vir.

A Farofa pode ajudar sua empresa a transformar os desafios da liderança em oportunidades de desenvolvimento e crescimento.

Entre em contato com a Farofa e agende uma conversa estratégica para entender como podemos desenvolver suas lideranças de acordo com as necessidades do seu negócio.